Tiago Bispo
Eu sou Tiago Bispo e minha religião profissional é o empreendedorismo.
Sou empreendedor, mentor e investidor; exatamente nessa ordem.
Nasci em 1982, no interior de São Paulo, uma cidade que carrega a mesma cultura caipira desde 1914.
Minha educação foi um coquetel explosivo:
Shortinho da Xuxa;
Piadas dos Trapalhões;
Malandragem do Pernalonga;
Sacanagem do Pica-Pau.
Na puberdade, os anos 90 despejaram Mais shortinhos das Sheilas do É o Tchan, Banheira do Gugu e Suruba Portuguesa dos Mamonas Assassinas.
Talvez você não entenda o que isso causa na cabeça de um homem da minha geração. É uma pena!
Talvez entenda e finja que não. Também é uma pena!
Você pode ter tentado domesticar seu instinto animal na terapia. Eu precisei de anos de terapia e psiquiatra para libertar o meu autoconhecimento.
Tive uma infância de merda. Separação dos pais, depois um padrasto filho da puta. Não tenho raiva dele, só chamo as coisas pelo que são.
Não sou da geração que confunde crença com realidade.
Zebra é zebra; se ela achar que é jacaré vai se foder na beira do rio.
Sou até grato: me ensinou a andar de bicicleta numa bela descida, quase quebrei o pescoço; sorte que só fiquei com as costelas doendo por dias.
Graças a esse filho da puta, hoje piloto moto em direção à liberdade.
Como a casa era “harmoniosa”, eu preferia a rua. Podia ter escolhido o caminho fácil, mas vi meus avós sustentarem e educarem oito crianças com salário de pedreiro.
Aos sete anos, fui ajudar em uma obra e ganhei meu primeiro dinheiro. Aquele almoço pós-obra foi tão marcante que nunca mais esqueci o sabor.
Quem tem fome come o que tem.
Odeio prato com sobra.
Tenho fome.
Em 1993 um vizinho me apresentou a um trem chamado internet. Naquele dia, enquanto a molecada falava de “bundinhas adolescentes“, eu só pensava na tela preta com letrinhas verdes.
Desculpa se te ofendi com o termo acima, a televisão me ensinou comunicação com palavras de duplo sentido, só que parei de fazer terapia antes de ter aprendido a perder esse costume.
A internet abriu minha mente. Se tem uma coisa que se abre e nunca mais volta ao normal é a mente. Canalizei toda minha curiosidade para esse mundo novo.
Depois da “perda da virgindade” como ajudante de pedreiro, virei estoquista numa loja de sapatos femininos. Em menos de 15 dias já era vendedor; me considero até hoje.
Amo essa profissão. Dizem que a profissão mais antiga é outra, mas discordo: se tinha alguém comprando, tinha alguém vendendo.
Comecei a trabalhar com inovação em 1998, evangelizando e-commerce pelo Brasil.
Avisava: façam transformação digital ou o Jeff Bezos vai destruir o seu negócio. Eles não sabiam quem era Bezos, Ma ou Galperin. Muitos nem sabem até hoje.
De tanto viver no meio dos loucos inovadores, em 2011 comecei a investir em startups. Em 2013 chutei o balde e fundei a minha primeira.
Na época, eu trabalhava no Buscapé. Passei dois meses implorando para o time de M&A comprar a Loja Integrada. Só vi o meu valor quando ouvi o Romero querer comprá-la, bem ali, na minha frente. Pensei: estou dois meses à frente dele.
Não tinha o networking, mas eu tinha fome e paciência.
Assim como descobri a Loja Integrada, também vi a Xtech do Alfredo Soares antes de muita gente. Ele mesmo conta aqui nesse vídeo.
Quem me vê acha que não sou tímido, mas o vídeo mostra o quanto sou o caipira, neto do Nego e da Preta. A velocidade do raciocínio, a experiência e o jeito direto de paulistano mascaram bem a timidez.
Já mentorei mais de 10.000 empreendedores. Faço isso muito bem porque eu entendo suas dores. Eu sou empreendeDOR, porra!
Sou curioso, acho bons negócios e boas pessoas. Mas, por estar sempre à frente do tempo, já fiz muita merda.
Sim, erro. Sou humano. Quem não erra? Já me envergonhei muito. Mas aprendizado é isso: errar menos hoje.
Perfeito só bebê antes da primeira cagada. Depois, todo mundo é humano.
Espero me desculpar pessoalmente com todos algum dia.
Só sei que nada sei. Humildade e bom humor sempre.
TEMPO, LIBERDADE, FAMÍLIA, AMIGOS e TRABALHO.
Esses são meus princípios. Quer me conhecer mais? É só chegar.
Já peço desculpa se falo algo que te ofenda. Não me leve a mal, mas sou direto. Mas se quiser conversar só me chamar, não precisa pagar por terapia.
Uma hora de boa terapia custa o mesmo que quatro caipirinhas, você já sabe qual delas eu acredito que resolve mais rápido.
Quando jovem, tive um viés político de esquerda. Algumas coisas me fizeram mudar: inteligência, boletos, liberdade e busca pela verdade.
Meus amigos de esquerda acham que sou de direita. Meus amigos de direita acham que sou um revolucionário rebelde demais para ser de direita.
Eu só bebo caipirinha com todos eles sem achar nada. Apenas vivo e me divirto.
Tenho fome. Já pesei 150kg, mas sempre tive vício em esporte de alta performance.
Se antes minha barriga era uma Brastemp tamanho família que intimidava, hoje continuo intimidando quem eu pego me olhando.
Ainda tenho muita fome, e sede.
Não tenho saco pra conversinha e corpo mole. Odeio perder a coisa mais importante e que nunca vou ganhar de volta, o tempo.
Não sou ateu. Mas tive um sócio que era, faleceu aos 24 anos, de câncer. Ele me ensinou o valor do tempo. Dizia: “Bispão se eu estiver certo, nós só temos essa vida.”
Sou espírita, sinto na energia do universo. Mas sei que ele tinha 50% de chance de estar certo.
Não me dou muito bem com pessoas com interesses baseados no ego. Assim como não me dou muito bem com pessoas que assim como eu vieram do nada, mas hoje chegaram em algum lugar e ao invés de ajudar a propagar o bem e puxarem mais pessoas pra cima, ficam com ideologia colonizadora.
Sou capitalista, para mim o melhor elogio é o dinheiro. Já tentei pagar boletos com o ego e só recebi a multa no mês seguinte.
Fundei o STARTUP ISLAND para ajudar bons empreendedores na jornada do unicórnio.
Se você acredita no nosso propósito, só vem.





